
Sense8 é uma série de ficção científica em exibição na Netflix que narra a história de oito pessoas com características de personalidades e sócio-econômicas diferentes, localizados em diferentes países no mundo, os chamados sensates, que de forma repentina começam a "compartilhar um cérebro coletivo". Em resumo, eles compartilham memórias, sensações, pensamentos e experiências uns dos outros. É uma visão futurística do que poderia ser descrito como uma hiper conexão entre as pessoas, a concretização da telepatia e mais que isso, da empatia experimentada ao máximo.
No entanto, saindo da ficção e entrando no mundo real, já existem algumas pessoas que estão trabalhando em projetos futurísticos, como mostrado em Sense8. Estou falando de Elon Musk, o empreendedor sul-africano bilionário que usando diferentes tipos de conhecimentos adquiridos através de uma formação em Física no Canadá e outra em negócios na Wharton School, a escola de negócios da University of Pennsylvania, desenvolveu uma espécie de expertise generalista. Por ser um leitor voraz com carga de leitura cerca de 60 vezes maior que a média, Musk potencializa ainda mais seu nível de pensamento inovador e como resultado, ele executou suas ideias e criou os negócios mais disruptivos que existem atualmente no mundo. Musk criou empresas como a SpaceX, que tem como objetivo fazer a reutilização de foguetes e tornar a raça humana a primeira com características multiplanetárias, a Solar City que produz painéis solares e baterias de energia e tem a ambição de tornar escalável a utilização da energia solar impactando na redução de custos e no desenvolvimento de um ecossistema altamente sustentável, a Tesla que produz carros elétricos com características de padrão de luxo, intermediário e em breve os "populares" e tem a missão de impactar na redução do CO2 atmosférico reduzindo os prejuízos do efeito estufa e por fim a Neuralink, empresa de neurotecnologia que tem a pretensão de criar uma interface cérebro-máquina aumentada por inteligência artificial a fim de lançar no mercado um produto de "telepatia consensual".
Sense 8 e Elon Musk, mesmo um sendo ficção científica e outro realidade, podem ser considerados símbolos de originalidade e inovação no que muitos estão chamando de A 4ª Revolução Industrial ou Revolução 4.0. A quarta revolução industrial, segundo alguns economistas, é marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial disse o seguinte, "Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes". No Fórum Mundial de Davos, em janeiro de 2016, houve uma antecipação do que os acadêmicos mais entusiastas têm na cabeça quando falam de Revolução 4.0: nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras 3D. Além disso IoT (Internet das coisas), Computação em Nuvem, Deep Learning, Big Data e Business intelligence estão criando novos modelos de negócios, tudo mais preciso e rápido na obtenção de produtividade e resultados.
Diante do que foi discutido, qual a relação entre a série Sense8, o empreendedor Elon Musk e a Revolução 4.0?, todos os três tem em comum a inovação. Estamos num processo acelerado de "darwinismo tecnológico" onde a inovação ora se comporta como desejo ora como necessidade, ou ainda, um desejo que se transforma em necessidade, isso acontecendo em muitos áreas da vida. Entretanto, não estou falando sobre inovação no sentido de deixarmos as coisas acontecerem diante dos nossos olhos e não acompanharmos, ficarmos parados, cômodos, enquanto as coisas no mundo se reinventam constantemente. Estou falando de efetivamente usarmos a inovação ao nosso favor sendo parte dela no engajamento de soluções que possam impactar a vida de outras pessoas ou usarmos a inovação para reinventar a nossa própria vida, sair do nosso status quo, usar o processo de criação destrutiva do economista Schumpeter, ou seja, nunca nos acomodarmos com a situação atual das coisas pois sempre há algo a ser melhorado, para isso destruímos uma coisa agora para fazermos outra melhor amanhã, num processo cíclico de "criação destrutiva".
Portanto, uma das maneiras mais simples de buscar inovação nas nossas vidas é utilizar os questionamentos socráticos, por exemplo, "De que outra forma pode-se olhar para isso?", "Quem se beneficia com isso?". Elon Musk, por exemplo, reconstrói os princípios fundamentais da nova área para aplicá-los em outra. Conforme mencionado por Michael Simmons, “Ele reconstrói o que aprendeu sobre inteligência artificial, tecnologia, física e engenharia em campos separados”. Aplica o que aprendeu sobre aviação na SpaceX, por exemplo, ou em inteligência artificial para criar carros autônomos. As ferramentas do coaching também utilizam o que é conhecido como "perguntas poderosas", onde uma sessão de coaching bem conduzida pode se tornar uma oportunidade extremamente rica para gerar questionamentos que levem à inovação, é só uma questão de prática deliberada, o importante é não ficar na famosa e tão falada nos dias de hoje "zona de conforto".


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