quarta-feira, 8 de novembro de 2017

The Founder



 Certo dia, de forma aleatória, resolvi ver algum filme na Netflix, e o escolhido foi The Founder, ou em tradução nada a ver para o nosso português "Fome de Poder". O filme, baseado em fatos reais, narra a história da fundação do McDonald's Corporation que é a maior cadeia de restaurantes de fast food de hambúrguer do mundo, servindo cerca de 68 milhões de clientes por dia em 119 países através de 35 mil pontos de venda. Entretanto, durante a história você percebe que o McDonald's não é uma empresa de hambúrgueres, mas a maior empresa do setor imobiliário do mundo. Mas como assim? 
               O McDonald's comprou terrenos. Em outros, ele mesmo construiu o restaurante e alugou o terreno já contando com o restaurante, ao invés de deixar isso a cargo do franqueado. Hoje a empresa tem uma margem de 85% com essas operações, recebendo US$ 6,10 bilhões em alugueis, US$ 3,08 bilhões em royalties e apenas US$ 80 milhões em taxas para a criação de novos serviços. O portfólio imobiliário do McDolnald's vale US$ 39 bilhões atualmente. Mas não quero falar sobre o poderoso modelo de negócios do McDolnald's, quero falar sobre o que aprendi com Ray Kroc, o fundador, interpretado muito bem pelo ator Michael Keaton.
               Ray Kroc, é um personagem polêmico que durante o filme tomou atitudes não muito gentis com outros personagens, mas quando se trata de business não tem como evitar o lado difícil das situações difíceis, não existe contos de fadas na construção de negócios sustentáveis que sobrevivam a longo prazo. Apesar do lado "objetivo" de Ray Kroc listei três lições que aprendi ao acompanhar a história no conforto do meu sofá numa noite de sexta-feira.
               1. Medo da mudança e aleatoriedade. Ray fundou o McDolnald's quando tinha 52 anos de idade, e já havia fracassado em vários outros negócios anteriores, mesmo assim era extremamente aberto a novas oportunidades, não tinha medo da mudança. Normalmente as pessoas querem se agarrar a coisas que funcionam - histórias que funcionam, métodos que funcionam, estratégias que funcionam. Isso pode gerar o medo de mudar - inato, obstinado e resistente à razão, ou seja, algumas pessoas consideram eventos randômicos imprevistos como algo a ser temido. Assim o medo faz com que as pessoas busquem certeza e estabilidade, mas o imprevisível é o terreno onde ocorre a criatividade, e justamente por "abraçar" essas mudanças junto com os riscos envolvidos Ray foi bem recompensado provando que pessoas de sucesso não viram sucesso se não aceitarem mudanças e tomarem riscos aleatórios.
              2. Saber lidar com os fracassos. Os fracassos dos negócios anteriores, o pessimismo da esposa sobre as incerteza das coisas, os deboches dos amigos mais próximos, nada disso impediu que Ray tivesse sangue nos olhos e faca nos dentes para fazer as coisas acontecerem. Sua crença era implacável, a "fome de poder" inabalável, o vigor para para se recuperar de constantes fracassos era alimentado por algum tipo de bateria com fonte ilimitada de energia.
              3. Persistência. Nada, mas absolutamente nada vai adiantar ser inteligente, talentoso, falar bem, ou outras características superestimadas atualmente pela sociedade se não houver persistência. Ray era extremamente persistente e deu no que deu ao estruturar o império chamado McDolnald's. Persistência tem a ver em ter bons resultados em 3% do tempo e nos outros 97% estar no modo frustrado, perturbado, entre outros sentimentos ruins. O importante é labutar com diligência através desse pântano de desânimo e desespero. Portanto, se você tem algum objetivo e quer atingi-lo, o conselho é PERSISTA, PERSISTA em contar sua história, PERSISTA em atingir seu público, PERSISTA em ser fiel à sua visão.
               Portanto, Ray Kroc mostra que não existem muitas pessoas de sucesso exponencial (talvez nenhuma) que tivessem medo de mudanças, fossem paralisadas pelos fracassos e não tivessem persistência, quaisquer que sejam os sonhos ou os objetivos que alguém possa ter. Assim, como mensagem final, "tome riscos, quebre as regras e mude o jogo" sempre que necessário.

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